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23/01/2016

Falafel e Trapaças – delícia árabe e vegana

Caçarolla171
Gosto de fazer Falafel não porque é vegano, vegetariano e tem muita proteína vegetal, isso vem no pacote e é muito bem vindo. Mas o legal é que não preciso cozinhar nada (apenas fritar os bolinhos) e faço tudo no processador ou, mesmo se não tiver, um liquidificador no pulse dá conta. Para completar pode ser congelado: bastar moldar e colocar numa travessa ou tabuleiro untado (com óleo, manteiga, margarina ou azeite) e levar ao freezer. Depois de congelados, ensacar e voltar ao freezer. Garanto pelo menos 1 mês dele perfeito para fritar.

Outra coisa legal é que, para os carnívoros, ele será um salgadinho porreta para acompanhar de cervejas a vinhos, passando por espumantes e caipirinhas entre outros drinks. E para os vegetarianos/veganos funciona como a proteína de uma refeição (e claro que também pode ser aperitivo, né?).

Se ele pode ser assado ao invés de frito? Sim. Mas não fica tão crocante e você deve virá-lo na metade do tempo (cerca de 40/50 minutos) para dourar todos os lados. A temperatura do forno deve ficar entre 210/240ºC. Demora sim. Fritar vai bem mais rápido e o resultado é muito melhor.

As quantidades de ervas eu coloco apenas como indicativo, você pode colocar mais ou menos, depende realmente do seu gosto.

O cominho e o coentro em pó são as estrelas do sabor incomparável do Falafel, não dá prá substituir se você quer esse sabor. Mas se você quiser inventar com outros, vai fundoooo!

Você vai precisar de para fazer uns 12:

1/2 xícara de grãos de bico secos colocados de molho de um dia para o outro

Aqui vale uma observação: Meia xícara de grãos de bico secos ao ficar de molho em água fria, de um dia para o outro, resulta em 1 xícara, pois, após inchados eles dobram de volume.

Mas no tópico molho, eu trapaceei da seguinte forma: deixei a meia xícara de grãos secos de molho na água fria por apenas 2 horas e depois esquentei bem água suficiente para cobrir os grãos (a água não pode ser fervente e o que eu faço é ferver menos água e acrescentar meia xícara de chá de água fria para cortar a fervura – mais uma trapaça). Deixei uns 15 minutinhos, enquanto esquentava mais água. Escorri e troquei pela segunda água quente, deixando-a agir até eu terminar de cortar as ervas e socar os condimentos. Depois escorri e lavei em água fria para esfriar. Deu certo.

1 colher de chá rasinha de cominho em pó (não tinha em pó só tinha inteiro então soquei no pilão até virar pó – mais trapaça)
1 colher de chá rasinha de coentro em pó (de novo trapaça. Juntei cominho e sementes de coentro e soquei até virar pó)
1 colher de chá rasinha de Zaatar (esse é totalmente opcional, usei porque amo e, pra mim, ele junto com a pimenta síria são marcas do sabor árabe em nossas vidas)
1 colher de sopa cheiona de folhas de hortelã cortadas grosseiramente
1 colher de sopa rasa de folhas de cebolinha cortadas grosseiramente
1 colher de sopa rasa de folhas de salsinha cortadas grosseiramente
1 colher de chá rasa de fermento químico
2 colheres de sopa rasas de água morninha
Óleo de soja para fritar
Sal e pimenta do reino a gosto

Preparo:

Num processador ou liquidificador com modo pulse coloque todos os ingredientes nessa ordem:

Ervas, sal, condimentos, grão de bico, fermento e água morninha.

Se no processador, processe até virar uma pasta granulosa. E trapacinha de novo: Meu processador tem velocidade normal e turbo. Comecei com normal por uns 2 minutinhos. Abri e raspei as laterais com uma colher. Liguei de novo e fiz 1 minuto normal e mais 1 minuto turbo. Abri raspei as laterais e fiz mais 1 minuto turbo sacudindo ele bastante.

Se no liquidificador, use a função pulsar demorando 1 minuto e depois pulsando até que chegue na consistência granulosa fina.

Pronto. Agora é colocar o óleo na panela na quantidade que os bolinhos possam ficar imersos e esperar aquecer. Um truque para saber se a temperatura está ok é jogar um pedacinho da pasta no óleo e quando ela começar a fritar fazendo borbulhas é que está ok para você colocar os bolinhos.

Como eram poucos, fui tirando do próprio processador, moldando e colocando na panela com óleo, mas você pode moldar todos antes de colocar a panela no fogo e deixa-los numa superfície lisa até a hora de fritar.

O molde é simples, mas crucial para que eles fiquem crocantes por fora e macios por dentro.

Com uma colher de sobremesa retire porções de colher cheia e molde bolinhos menores que uma bolinha de ping pong. Dê uma achatadinha nelas e se elas abrirem junte cuidadosamente para que fiquem como almofadinhas redondinhas.


Veja na foto abaixo uma composição que fiz com Batatinhas recheadas, Tabule e Falafel. Que mimo, não?

Batatinha recheado com cogumelos, Tabule e Falafel: Delícias totalmente free de proteínas animais

31/08/2014

Panquecas Americanas

Caçarolla171
Até hoje me lembro de um seriado americano, em preto e branco, dos anos 60/70, sobre uma dona de casa nada cozinheira que, num dos episódios, fazia as famosas panquecas tão ruins que não dava para comer. Ela espalhava a massa numa chapa e depois usava um cortador redondo para fazer rodelas. A sobra a massa na chapa ficava um retângulo com 6 furos, exatamente igual à uma peça usada em carro, que eu não sei o nome. Ninguém conseguia comer as panquecas, porém, um dia o carro deles quebra e eles param num posto de beira de estrada, tipicamente americano, com uma lanchonete, numa manhã. Enquanto o marido conversa com o mecânico, ela entra na lanchonete e pede as panquecas, mas o atendente diz que não tem e não sabe fazer. Então ela se propõe a fazer. O mecânico verifica o carro e detecta que o problema é a tal peça e informa que ele não tem. Os dois vão à lanchonete e, ao procurar a senhora, encontram-na terminando de fazer as horríveis panquecas e verificam que a sobra é perfeita para o conserto! Kkkkkk! Ninguém consegue comer as panquecas, mas o carro é consertado e o marido agradece à incompetente esposa!

Desde então tenho vontade de fazer essas panquecas e, há pouco tempo, encontrei uma receita bem fácil e rápida e com um rendimento bacana.

Além de substituir o pão no café da manhã, servem também como petiscos ou para lanches da tarde. Eis a receita: (rende umas 10 do tamanho das da foto abaixo)

Ingredientes:

1 ¼ de xícara de chá de farinha de trigo
1 colher de chá de fermento químico – aquele de bolo (se quiser que ela fique mais fofa pode usar duas, mas eu só usei 1 e ficaram ótimas)
1 pitada de sal
1 colher de chá de açúcar (se quiser mais docinha coloque 2 e, mais salgadinha, ½ e aumente a pitada de sal para 2 ou 3)
1 colher de sopa bem cheia de manteiga em temperatura ambiente (ou duas dela derretida)
1 ovo inteiro
1 xícara de chá de leite

Preparo:

Junte todos os ingredientes em uma tigela e bata até obter uma massa lisa e grossa.
Obs: Se você tiver um batedor de arame, nem precisa usar batedeira ou liquidificador, mas se não tiver, use um dos dois, tomando o cuidado de colocar primeiro os líquidos e depois os secos. No caso da batedeira, vá acrescentando os secos aos poucos com a velocidade baixa, para os secos não se espalharem por toda a cozinha.

Leve uma frigideira com fundo antiaderente ao fogo alto e deixe aquecer bem. Besunte o fundo da frigideira com manteiga.

Passe o fogo para médio e vá colocando a massa, pelos cantos da frigideira, de duas em duas colheres de sopa com cuidado, a massa vai espalhar e formará rodelas, naturalmente. Se a frigideira for bem grande, dará para fazer pelo menos 3 panquecas por vez. Se você não tem uma grande, faça de uma em uma numa pequena mesmo. Controle o fogo, para não queimar as panquecas.

Deixe grelhar por 1 a 2 minutos do primeiro lado (ou até ela ficar dourada), vire com uma espátula e deixe grelhar por mais 1 a 2 minutos do outro. Retire e repita a operação até a massa acabar. Fiz as minhas mais escurinhas, pois gosto da casquinha queimadinha!

Sirva imediatamente.

Eu ofereço as seguintes coberturas para passar sobre elas: manteiga, requeijão cremoso, geléias, mel, melado, mostarda, maionese. Você pode oferecer esses e muitos outros!

Com esse melado ficou uma delicia!!