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10/02/2017

Bife surpresa – memorias gustativas do meu pai

Caçarolla171
Quem lê minha apresentação vê que minha mãe foi minha grande influência nessa paixão pelas panelas e sabores. Ela é uma grande cozinheira, assim como a maioria de minhas tias. Mas o que deixei de citar é que meu pai também mandava muito bem na cozinha. Mas só fazia pratos especiais, no dia a dia, Dona Cely era a dona do pedaço.

Como em toda família humilde, a chamada carne de primeira era figura rara em nossa mesa, sendo as chamadas carnes de segunda presença salpicada. Frangos, sardinhas e peixes baratos, ovos, miúdos, verduras e legumes nossa salvação de todo dia. Comida variada, saborosa e barata.

Mas quando meu pai queria comemorar algo muito especial ou conseguia algum dinheirinho extra, o Bife Surpresa aparecia à mesa com toda sua pompa e circunstância. Belos bifes de contra filé ou alcatra recheados e empanados.

E foi num dos meus momentos de grande saudade dele que resolvi fazer esta publicação, para marcar e relembrar aqueles momentos especiais, cheirosos e saborosos de nossas vidas.

Vamos lá? As quantidades são de acordo com o número de bifes que você quiser fazer, portanto vou dar as indicações e você decide quantos quer fazer, ok?

Ingredientes:

Bifes de contra filé ou alcatra finos e em pares, de mesmo tamanho e formato
1 fatia de presunto cozido para cada par de bife
1 fatia de queijo muçarela ou prato para cada par de bife
Farinha de trigo o quanto baste para empanar
Farinha de rosca o quanto baste para empanar
Ovos o quanto baste para empanar
Óleo de soja para fritar por imersão (ou seja, muito)
Sal e pimenta do reino a gosto

Preparo:
- Com um martelo de carne bata os bifes a fim de torná-los mais finos e acertar os tamanhos
- tempere cada um com pitadinhas de sal e pimenta do reino de cada lado.
- pegue um bife, deite as fatias de presunto e queijo e cubra com o segundo bife apertando as beiradas e não deixando nenhum pedaço do recheio para fora.
- distribua a farinha de trigo e de rosca em dois pratos rasos.
- num prato fundo deite os ovos, bata ligeiramente para juntar as gemas com as claras e tempere com pitadinhas de sal e pimenta do reino também.
- passe cada bife recheado primeiro na farinha de trigo, depois no ovo batido e, por fim, na farinha de rosca e vá reservando em uma travessa ou tabuleiro, um bem separado do outro.
- leve uma panela larga e funda ao fogo alto com óleo suficiente para que, ao colocar cada bife,  ele seja coberto pelo óleo, como batatas fritas, e deixe aquecer. DICA: O óleo não pode ficar pelando e a forma de saber se está no ponto é jogar uma pitada de farinha de rosca nele. Se ela for ao fundo e demorar a subir o óleo está frio ainda. Se subir muito rápido o óleo está quente demais, abaixe o fogo e tente novamente um pouco depois.
- A menos que sua panela seja enorme ou seus bifes muito pequenos, frite cada bife de uma vez. Quando a casquinha ficar dourada, retire com uma espumadeira, escorra numa peneira de metal ou sobre papel toalha e reserve dentro do forno para manter quentinho até você terminar toda a fritura.
Sirva imediatamente, acompanhado simplesmente com uma salada de folhas verdes ou batatas fritas, assadas, salteadas, em purê ou com uma bela macarronada ou ainda purinho mesmooo.

Quando você servir, seus comensais pensarão que é apenas um simples bife à milanesa, mas ao cortar: Supresaaaa! O queijo derretido se espalhará e o presunto dará aquele Up.

Você pode substituir o presunto cozido por salame, presunto cru, peito de peru defumado, mortadela defumada, etc.

Na foto, servi com batatas rústicas salteadas na manteiga e salpicadas de salsinha! Não cortei prá você ver o recheio porque quero que você corte o seu e se surpreendaaaa!!!

Meu pai também era expert no “Peixe de coco”, sucesso na família de minha mãe capixaba desde sua chegada. Sim, porque na época dele moqueca era ou baiana ou capixaba. Carioca filho de pernambucano, lá ainda não se usava essa denominação de moqueca se não fosse dos outros dois estados. Além disso, o Peixe de Coco não leva dendê e nem urucum e seu preparo é bem diferente, apesar de ser também um tipo de moqueca. Quer a receita? Deixa bater mais saudade que eu publico!


Imagina você cortando e o queijo escorrendooooo! Nham nham!

24/01/2017

Nhoque de batata doce ao molho de manteiga e orégano fresco

Caçarolla171
Ás vezes, sou meio tradicionalista, mas tenho me corrigido, porque na cozinha tudo é possível.

Essas inovações de nhoque (baroa, aipim, batata doce, inhame) me deixavam meio de nariz torcido, pois, nhoque tradicional é mesmo o de batata inglesa e ponto.

Mas cheguei no hortifrúti e vi uma batata doce linda e, aqui em casa tenho uma vegetariana que não curte muito essa batata. Tô sempre tentando introduzir novos sabores e texturas em sua vida. Pensei: Chegou a hora de jogar o meu preconceito fora e, por tabela, o dela também.

E não é que fez o maior sucessoooo! E deu 3 porções bacanas viu?

Foi assim que fiz e, essa base pode
 ser para todos os tipos de batatas e raízes que você tiver a mão.

Ingredientes:
Para a massa:
1 batata doce bem grande (cerca de 500/600g)
1 ovo pequeno
60/80 g de manteiga ou margarina
1 colher de chá de orégano seco (opcional)
1 xícara de chá de farinha de trigo (dependendo da batata e da farinha pode ser que você precise de um pouco mais ou um pouco menos)
1 xícara de chá de queijo parmesão muito bommmm ralado grosso (eu tinha um parmesão da região da Sardenha, maravilhoso)
Farinha de trigo para trabalhar a massa
Sal e pimenta do reino a gosto

Para o molho:
1 dente de alho médio apenas descascado (dá um soquinho nele pra ele abrir)
2 colheres de sopa bem cheias de manteiga (dessa vez tem que ser manteiga mesmoooo)
1 pimenta seca pequena (eu tinha, mas se você não tiver use 1 pimenta dedo de moça pequena e fresca, abra e retire a semente. Use ela inteira mesmo, as duas bandas, não precisa picar)
1 colher de sopa de azeite
5 a 8 ramos de orégano fresco (pode ser também ser também umas 6 a 8 folhas grandes de salvia, que é a erva tradicional desse molho, mas eu tinha era orégano fresco recém-colhido na nossa hortinha)
Sal e pimenta do reino a gosto.

Preparo:
A MASSA:
- Leve uma panela funda e larga com água até a metade ao fogo alto para ferver.
- Enquanto isso, descasque e corte a batata doce grosseiramente
- Após a água ferver, deite a batata cortada, tampe, aguarde abrir fervura novamente, abaixe o fogo e conte cerca de 20/30 minutos para ela cozinhar. Para saber se está no ponto, use um garfo e espete um pedaço, se entrar facilmente, tá cozidinha.
- Após cozimento escorra a batata e amasse com um espremedor de batatas diretamente numa tigela grande.
- Adicione imediatamente a manteiga/margarina e mexa bem para incorporar.
- Aguarde um pouco para a massa ficar morninha, quase fria.
- Com a massa morninha acrescente o ovo, o orégano seco e misture bem.
- Vá adicionando aos poucos a farinha de trigo e misturando com uma colher. Também prove a cada adição e vá colocando o sal, até ficar no seu gosto. ATENÇÃO: a massa não deve ficar salgadinha, insossa é o ideal, pois quando você for cozinhar a água será salgada e o molho também terá sal mais o super parmesão que costuma ser salgado. Cuidado com a mão nesse sal viu?
- A massa deve ficar firme, mas molinha. O ponto é ela não grudar em suas mãos quando você a pega delicadamente. Ou seja, se você apertar ela, vai grudar, mas se pegar bocados delicadamente ela não grudará.
- Leve aquela panela larga e funda que você usou para cozinhar as batatas, com mais água limpa até acima da metade e deixe ferver.
- numa superfície lisa e esfarinhada levemente, pegue pequenos bocados e faça rolinhos (cobrinhas) da espessura do seu dedão e corte pedaços dele de mais ou menos 2 dedos de largura.
- Vá reservando em uma assadeira também esfarinhada, até chegar ao fim.
- Com a água fervente acrescente uma boa colherada de sal e misture. Aguarde abrir fervura novamente.
- Vá colocando os nhoques um a um e não encha demais a panela. Na minha que era bem larga, coloquei um máximo de 15 pedaços.  Quando eles subirem, estão cozidos.

TRUQUE BACANA: Antes de colocar todos os pedaços, coloque apenas 1 e espere subir. Retire e prove. Se ele ainda estiver muito mole, acrescente um pouco mais de farinha à massa crua para que os demais fiquem mais firmes. Repita o truque até ficar com a firmeza de seu gosto.

- Vá escorrendo os nhoques numa peneira sobre uma outra panela ou tigela e passando para um refratário ou assadeira. Se desejar, salpique um pouco de manteiga ou azeite para eles não grudarem.
- Repita o processo até terminar
- reserve um pouquinho da água do cozimento

O MOLHO

- Numa frigideira grande e larga, deite o azeite, a manteiga, leve ao fogo alto e deixe ficar bem quente e derretido.
- Junte  o alho e a pimenta e deixe fritar até o alho começar a ficar com as pontas amareladas.
- Em seguida, deite os ramos do orégano ou as folhas de salvia e sacuda ou mexa bem. Vai espirrar, cuidado!
- Acrescente o nhoque, salteie ou misture bemmmm e pingue um pouco do caldo do cozimento. Prove e, se necessário, acerte o sal e a pimenta (lembre-se que você ainda vai salpicar o parmesão)
- Retire os ramos do orégano, o alho inteiro e a pimenta. Passe para uma linda travessa ou pratos individuais e salpique o queijo parmesão por cima.

Sirva imediatamente e espere os elogios espetacularessss!

DICAS:
1-      Você pode apenas cozinhar os nhoques e congelar todo ou parte para comer em outros momentos.
2-      Esse molho é bem rápido e suave, mas você pode fazer com inúmeros outros, tipo: pesto (aqui), sugo (aqui), branco (aqui), com camarão (aqui),Funghi Seccci (aqui) bolonhesa (aqui), etc.

3-      O nhoque não fica doce. Mas tem aquele finzinho que lembra um docinho muito discreto e o torna especial.

Olha a crostinha que forma quando ele é colocado no molho quente de manteiga e azeite? nham!

Marmitinha da vegetariana! Neste caso, não passamos pela frigideira. Ele vai pro microondas. A manteiga derreterá o orégano fresco soltará seus óleos e aromas e salpicamos alho desidratado. O queijo vai a parte pra ela salpicar na hora de comer! nham nham também!


04/09/2015

Suflê – Como Fazê?

Caçarolla171
Hoje abri minha geladeira e me deparei com um monte de restinhos fadados ao lixo. Eram Eles:

Chuchu com ovos pochê da Dna.Alice, abóbora madura refogadinha, arroz com lentilhas e creme de milho verde, pedacinhos dos seguintes queijos: provolone, muçarela de búfala, muçarela normal e parmesão e também tinha meia pack de creme de leite e uma xícara de leite integral. Cada restinho tinha pouco mais que uma xícara de chá, sendo que os queijos não passavam de 2 xícaras todos juntos. Ainda tinha 3 ovos grandes.

E agora? O que fazer? Esquentar e servir com arroz e feijão? Não.

Vivo repetindo aqui que os grandes pratos da culinária aconteceram pela necessidade e por acaso de quem era simples, pobre e precisava aproveitar o que tinha a mão. Os exemplos e histórias são inúmeros e o suflê faz parte disso.

E vemos programas tipo Masterchef dando como desafio os participantes fazerem um suflê, o que nos dá a impressão de algo muito, mas muito, difícil e específico.

Tá. Depois que o pobre francês juntou seus restos, fez uma gororoba tipo angu duro, juntou os pedacinhos velhos de queijos que tinha, mais um pouco de creme de leite ou mesmo leite, uma farinha de trigo prá gororobar bemmm,  e mais as gemas de ovos, que depois bateu as claras em neve e misturou, levando ao forno colado na lareira que servia para esquentar a casa e cozinhar seu “pot au feu” (cozido de carne dura e legumes que leva horas para ficar pronto, ideal para quem sai cedão pra lida e volta com fome, melhor do que delivery), muita coisa aconteceu.

Vieram os mestres da cozinha e sofisticaram essa coisa, vendendo caro o prato e a receita.

Mas no fundo no fundo é mesmo uma forma de aproveitar restos franceses.

Os franceses são ótimos em valorizar tudo o que são e têm e eu admiro demais isso.  Quisera nós brasileiros termos essa capacidade. Nossa!! Francês nenhum seria tão chic!

Mas voltando aos meus restos, resolvi fazer um suflê.

Peguei uma panela larga e funda  e despejei todos os restos de legumes e o arroz com lentilhas e passei o mixer. Podia ter usado o liquidificador, mas o mixer é mais rápido e simples.

Liguei o fogo e deixei esquentar.

Enquanto isso, ralei todos os restos de queijo na parte grossa do ralador e reservei.

Peguei meia xícara de leite e uma colher de sopa de farinha de trigo e misturei bemmm!

Quando a mistura no fogo começou a ferver, juntei o leite com a farinha e mexi bem, até levantar fervura de novo. Abaixei o fogo e acrescentei o resto de creme de leite. Mexi e apaguei o fogo.

Comecei a bater as claras em neve.

Depois de uns 5 minutos, acrescentei ao creme os queijos e mexi, para eles derreterem e misturar bemmm.

Como tudo que juntei já tinha sido salgado, temperado e cozido, provei apenas para acertar o sal e não foi preciso.

Dei mais uns 5 minutos (e enquanto isso, batia as claras) para o creme ficar morno e, depois, juntei as gemas, mexendo bem de novo para elas agregarem bem ao creme.

Com as claras em neve, adicionei metade ao creme e mexi de baixo para cima, delicadamente, até incorporar tudo.

Juntei a outra metade e fiz o mesmo processo ainda mais delicadamente.

Liguei o forno em 180/200ºC e fui preparar os ramequins e uma forma maior, pois o negócio rendeu viu?

Peguei  6 ramequins e uma forma redonda inox, besuntei com manteiga e enfarinhei.

Adicionei o creme em cada recipiente, deixando uns dois dedos abaixo da borda.

Levei ao forno pré-aquecido por uns 20 minutos e ... Voilá! Essa lindeza aí das fotos!

Se você quiser fazer de cenouras, chuchu, brócolis, espinafre, apenas tem que cozinhar os legumes para obter cerca de 4/5 xícaras de chá e ter, pelo menos, 1 ½ xícara de queijos. Lembre-se: o creme tem que ficar com consistência de angú duro, uma gororoba mesmo.
Já o famoso suflê de queijo é motivo para outra receita, pois tem pulos de gato diferentes.

Comemos: eu, minha mãe, fiz uma marmita para minha filhote vegetariana e ainda sobrou pro lanche.

E se ainda sobrar, vai virar sopa creme de legumes e queijos. Vou somente passar o mixer de novo e acrescentar água ou leite.

Desse jeito respeitei: A história, as pessoas que trabalham duro para trazer todos esses alimentos à minha mesa, o meu dinheirinho suado, o meu tempo precioso e o meio ambiente.

E tudo gostosinho e diferente!

Ah! As técnicas dos grandes mestres? Nossa! São mesmo complicadas. Tem que fazer um bechamel, tem que cozinhar legumes específicos e passar no passador de legumes francês, tem que ter “herbes de Provence”, tem que ter queijos específicos e a temperatura pode variar entre 178,9ºC e 198,7ºC. Tão chic, tão específico, tão técnico para chegar no mesmo lugar: A necessidade e a simplicidade!


Vive la France!

Depois que esfria ele murcha, mas no momento da foto estavam quentinhos!

Como o forno não é industrial, alguns saíram mais moreninhos outros somente douradinhos. Um charme!

Bem de pertinhoooo!

e ainda deu esse grandão aí!

18/08/2015

Naked Cake: Primeira tentativa e alguns erros

Caçarolla171
Essa coisa invadiu a área de tal maneira que eu, que sou bem avessa a sobremesas, resolvi tentar.

Em geral, quem gosta de fazer comidas, não gosta de fazer doces e vice-versa. Por isso, num restaurante de linha existe o chef de cozinha e o chef patisserie. Cada um no seu quadrado. Uma coisa funciona separada da outra e interagem na mesa do cliente perfeitamente.

Não corro de fazer sobremesas, mas sinceramente, não me excita!

Ouvi de um chef certa vez uma definição bem bacana:

Comida é alquimia: Uma pitadinha aqui, outra ali e tudo termina saborosamente perfeito.

Sobremesa é química: tudo bem medido e preciso, senão degringola!

Sou mais bruxa do que cientista!

Basicamente o Naked Cake é um bolo sem cobertura, com recheio abundante e sempre com frutas frescas, certo?

Então fiz assim e já dou algumas dicas:

Ao fazer, use formas já com o tamanho exato, não tente improvisar como eu fiz, usando forma maior e depois cortando para ficar no tamanho. Além do trabalhão ainda não fica perfeito e pode quebrar a massa. Aconteceu comigo.

Prefira massas mais firmes, massas muito fofas vão acabar desabando. A minha ainda era um pouco fofa, mas deu mais ou menos certo.

Nada de calda na massa. É um bolo em camadas com recheio pesado e a calda pode fazer ele virar uma massaroca só!

São lindos aqueles da Ana Maria Braga com chantilly, mas se for usar o chantilly como cobertura, mantenha o bolo na geladeira até a hora de servir. Calor, chantilly e frutas frescas é a combinação perfeita para azedar tudo.

Recheios de brigadeiro, doce de leite, etc, são mais firmes e menos sujeitos a azedarem com o calor, ok?

Vamos à receita meio orientação, tá?

Bolo é um junção de açúcar, ovos, farinha de trigo, liquido (leite ou sucos) e fermento químico.

Nesse meu usei minha proporção básica e fui chic usando baunilha de verdade, uma baga, raspando as sementinha e acrescentando à massa. Mas mudo o sabor mudando os líquidos:

Normal: com leite;
De baunilha: acrescente 1 colher de sopa de baunilha;
De laranja: suco e raspas da casca da laranja;
De maracujá: suco de maracujá;
De limão: suco misturado meio a meio com água e raspas da casca do limão;
De guaraná: guaraná com gás;
De coco: substituo 1 xícara do leite por leite de coco e acrescento 50 g de coco ralado;
De chocolate: eu troco meia xícara de farinha por chocolate em pó ou cacau em pó.

Ele dá um tabuleiro grande e pode ser servido em quadradinhos com açúcar de confeiteiro por cima ou não, delícia simples e rápida.

Ah, se eu quiser um bolo mais aerado (fofo) peneiro todos os sólidos, ok? E tudo é em temperatura ambiente. Nada gelado ok?

Pode usar batedeira, mas eu faço mesmo na mão com um batedor de arame e, antes, com uma colher de pau.

2 xícaras de chá de açúcar
3 ovos grandes (claras separadas de gemas)
100 g de margarina ou manteiga
1 ½ xícara de chá de leite integral
1 colher de sopa de baunilha ou sementes de uma baga de baunilha
1 colher de sopa de fermento químico (tipo pó royal)

Preparo:

Numa tigela larga e funda deite o açúcar e a margarina/manteiga e bata bem até eles ficarem bem misturados.

Junte as gemas dos ovos e a baunilha e bata bastante também, até virar um creme bemmmm misturado e fino.

Adicione a farinha de trigo e o leite aos poucos e alternadamente batendo vigorosamente.

Numa tigela a parte bata as claras em neve.

Divida as claras em duas porções e adicione uma de cada vez mexendo delicadamente de baixo para cima.

Na primeira adição das claras junte também o fermento, sempre mexendo de baixo para cima e delicadamente.

Ligue o forno em 180/200ºC w deixe pré-aquecer.

Unte e enfarinhe duas formas de cerca de 25 cm de diâmetro e distribua a massa em cada uma meio a meio.

PS.: Se não tiver, dê seu jeito. Use uma maior e outra menor, coloque em um tabuleiro grande (quem disse que o Naked não pode ser quadrado?)

Leve ao forno pré-aquecido por cerca de 35 minutos ou até ele ficar ligeiramente dourado e, ao espetar um palito no meio dele o palito sair limpinho.

Retire do forno e deixe esfriar até ficar morno.

Enquanto o bolo assa, faça a cobertura e prepare as frutas para o recheio e decoração.

Para esse meu eu precisei de:

200 g de doce de leite em pasta
200 g de creme de ricota
4 colheres de sopa de leite condensado
1 caixinha de morangos (se todos estiverem bons, caso contrário duas caixinhas)
1 cacho medido de uvas tipo Itália
1 a 2 colheres de sopa de açúcar de confeiteiro (opcional)

Preparo:

Da cobertura:

Numa tigela larga e funda junte e misture vigorosamente o doce de leite, o creme de ricota e o leite condensado. Reserve.

Das frutas:

Lave abundantemente todas as frutas e parta cada uma ao meio separadamente. Reserve.

Montagem:

Desenforme o primeiro bolo sobre um prato bonito (no meu caso, tive que cortar as bordas prá aparecer a massa do interior, pois o segundo bolo assei numa forma maior e tive que cortar as bordas prá ficar mais ou menos igual). Questão de estética.

Deite metade da cobertura e espalhe generosamente. Sobre a cobertura e nas bordas alterne uvas e morangos e no centro espalhe cobrindo tudo.

Desenforme o segundo bolo e deite sobre a cobertura com frutas do primeiro. Cubra com a outra metade da cobertura e distribua o restante das frutas, dando um certo volume no meio do bolo (veja a foto).

Com a ajuda de uma peneirinha salpique açúcar de confeiteiro sobre as frutas e sirva imediatamente.

Para uma primeira tentativa até que ficou bunitim. Mas tenho que treinar muito mais prá ficar bemmmm melhor. Gostoso ficou, ele durou 2 dias e aqui em cass somos apenas 3 pessoas!


Treine também e me mande uma foto com seus resultados.




Até que não ficou tão ruim, né?

O açúcar de confeiteiro faz uma diferença linda!

O pessoal caiu dentro sem medo de ser feliz! 
nham nham!


23/04/2015

Tomates verdes fritos: Os tomates e o filme são deliciosamente lindos!

Caçarolla171
Quando vi o filme, que foi lançado em 1992, tinha 21 anos e estava no meio de minha faculdade de comunicação. Para mim, o foco do filme era: a mulher, o amor, o preconceito e como lidar deliciosamente com isso. Desde então ficava pensando: Será que isso é bom mesmo? Tomate, verde e frito? Ao longo dos anos vi vários documentários gastronômicos em que essa iguaria era apresentada, especificamente nos EUA, lá pela região sudoeste, principalmente no Alabama! Famoso para acompanhar outras frituras e hambúrgueres!

Mas será que esse “trem” é "bão" mesmo? Confesso que meu preconceito me paralisou durante todo esse tempo. Mas preconceito nunca é bom e, um dia você tem que se livrar dele e abrir os olhos, no caso da culinária, a boca!

Então, ao ir ao hortifrúti me deparei com um grande e lindo tomate verde e resolvi fazer para acabar com esses anos de preconceito gastronômico inútil!

E qual não foi minha surpresa ao constatar que é bom prá carambaaaa! O tomate verde é firme e cítrico e o empanado faz uma casquinha crocante deliciosa que quebra a acidez sem apagá-la totalmente. E veja: É vegetarianoooo! Mas é fritura por imersão, né? Então se você tem o preconceito em relação à frituras, ou livre-se dele ou faça no forno. Não sei se vai ficar tão bom, mas não custa tentar!

O modo de fazer é exatamente uma milanesa. Ops! Existem outras formas de empanar também. Até a massa de panquecas mais grossinha pode ser usada. Mas eu fiz na tradicional mesmo.

Então vamos lá: Para 1 tomate grande verde eu fiz assim:

Ingredientes:

1 tomate bem verde grandão ou dois médios, cortado em rodelas nem finas nem muito grossas, cerca de 1 dedo indicador de espessura (1,5/2 cm)

1 ovo inteiro, ligeiramente batido

1 xícara de farinha de trigo

1 xícara de farinha de rosca

1 colher de café de orégano (opcional)

1 colher de café de salsa desidratada (opcional)

Sal e pimenta do reino a gosto

250 a 500 ml de óleo para fritar

Papel toalha o quanto baste para escorrer a fritura

Preparo: É exatamente o mesmo processo do Bife à milanesa perfeito!

1-    Disponha as rodelas de tomates em uma travessa e salpique sal e pimenta do reino sobre cada rodela, dos dois lados.

2-    Deite cada farinha em um prato raso e tempere com uma pitada de sal e uma das ervas secas (orégano numa e salsinha noutra), se desejar e espalhe formando uma “cama”. Caso não deseje ou não tenha as ervas, apenas uma pitadinha de sal em cada uma.

3-    Deite o ovo ligeiramente batido num prato fundo ou tigela e tempere com uma pitada de sal e outra de pimenta.

4-    Leve uma panela ou frigideira funda ao fogo alto com o óleo, de maneira que ele cubra pelo menos 3 dedos ou um pouco menos da metade do recipiente e deixe aquecer. Para verificar se o óleo está no ponto, basta salpicar uma pitadinha de farinha de trigo ou rosca nele e, se ela subir é que ele está ok. Se subir muito rápido: cuidado! Abaixe o fogo, pois ele pode estar quente demais.

5-    Passe cada rodela de tomate na farinha de trigo, depois no ovo batido e, por último na farinha de rosca. Faça isso com cada uma e vá reservando-as num outro prato salpicado de farinha de rosca para não grudar. Se no meio do processo o óleo já estiver quente, vou deitando as rodelas no óleo e empanando ao mesmo tempo. Mas se você não tem prática. Deixe para colocar o óleo para aquecer depois de ter empanado todas as rodelas.

6-    Vire as rodelas depois de mais ou menos uns 30 segundinhos ou quando você reparar que as bordas estão começando a dourar. Repita o processo até ficar dourado a seu gosto.

7-    Retire do óleo, deite sobre papel toalha para escorrer. Repita o processo até terminar as rodelas e sirva imediatamente.

Eles podem servir de acompanhamento para hambúrgueres texano, de lentilhas ou qualquer outro sanduba, com rosbife no pão ou não, com cogumelos salteados, costelas bovinas ou de porco.


Mas existe uma maneira super legal para comer: Baixe online, assista ao filme e coma purinho como um snack, ao lado de alguém bem carinhoso que, tanto pode ser humano, como bichano!
Eu salpiquei umas cebolinhas e salsinhas só prá ficar bunitim!

Veja essa delícia bem de pertinho! Parece bife à milanesa, né?

16/03/2015

Bife à milanesa perfeito

Caçarolla171
 Eis uma preparação que agrada muita gente. Mas sempre escuto as pessoas dizerem que não conseguem fazer a casquinha ficar crocante ou a carne fica dura ou ainda, não cozinha direito por dentro.

Vou tentar aqui, mostrar que tem como fazer tudo dar certo, se você seguir pequenas regras. São elas:

Primeira – A carne pode ser alcatra (mais macia), patinho ou chã. Ela deve ser cortada em bifes bem finos e, ao chegar em casa, você deve bater com o martelo de carne para deixá-la ainda mais fina e quebrar as fibras, tornando-a mais macia.

Segunda – Bife à milanesa é frito por imersão, ou seja, deve ser frito como um pastel, em bastante óleo quente.  Veja bem, óleo quente não é óleo fumegando. Muito importante controlar o fogo, aumentando e diminuindo a chama durante a fritura. Para saber se o óleo está bom para iniciar a fritura, jogue uma pitadinha de farinha de rosca ou trigo no óleo: se ela subir ele estará no ponto; se ela subir muito rápido o óleo está quente demais. Abaixe o fogo e aguarde um pouco.

Terceira – O trio farinha de trigo, de rosca e ovo batido é básico e necessário. A falta de qualquer um deles vai prejudicar totalmente o “à milanesa”. Há quem use no lugar da farinha de rosca, farinha de bolacha, “panco” e outras. Pode usar? Pode, mas são invenções em cima do tema básico.

Quarta – A carne deve ser temperada simplesmente e dos dois lados. Eu uso apenas pitadinhas de sal e pimenta do reino. Mas quem não gosta de pimenta basta temperar apenas com sal.

Quinta – Outros temperos secos tipo páprica, orégano, manjericão, salsinha, etc. podem ser adicionados à farinha de rosca e vão dar um “up” à milanesa. Veja aqui nossa farinha de rosca temperada.

Sexta – Uma pitadinha de sal no ovo também é permitida e ajuda a tornar a mistura mais líquida.

Então vamos à receita?

½ quilo de alcatra, patinho ou chã em bifes finos e batidos
1 xícara de chá de farinha de trigo
2 xícaras de chá de farinha de rosca
2 ovos médios inteiros batidos com uma pitada de sal
Sal e pimenta do reino a gosto
Óleo de soja quanto baste para cobrir a metade de uma panela funda

Preparo:

1-     Tempere os bifes um a um com pequenas pitadas de sal e pimenta do reino, dos dois lados. Reserve
2-     Pegue 2 pratos rasos  e distribua a farinha de trigo e a farinha de rosca em cada um, espalhando bem.
3-     Pegue 1 prato fundo, deite os ovos e a pitadinha de sal e bata apenas para misturar bem as gemas e claras.
4-     Passe o bife primeiro na farinha de trigo envolvendo-o totalmente e depois dê tapinhas para retirar o excesso.
5-     Passe o bife no ovo, também o envolvendo totalmente e, com a ajuda de um garfo, suspendendo-o sobre o prato, para sair o excesso de ovo
6-     Passe cada um deles na farinha de rosca, procedendo da mesma forma que foi com a farinha de trigo.
7-     Repita esse processo com cada bife e vá reservando numa travessa até o último.
8-     Leve uma panela larga e funda o fogo alto e deite o óleo de soja. Aguarde aquecer (veja a regra acima).
9-     Forre um prato ou travessa com papel toalha e deixe próximo.
10- Deite 1 a 2 bifes por vez (dependendo do tamanho dos bifes e da largura da panela). Fique de olho e, quando as beiradas começarem a dourar vire o bife. Depois de cerca de 1 minuto vire novamente e observe se está dourado no ponto de sua preferência.
11-  Retire do óleo e escorra no papel toalha.
12- Repita o processo até o último bife e controle todo o tempo o fogo (veja regra acima).
13-  Transfira os bifes fritos para outro prato ou travessa e sirva imediatamente.

Aqui em casa gostamos de comer com salada de batatas, cenouras, maçã e maionese. Combinação perfeita!


 
Empanadinhos com minha farinha de rosca rústica!

Fritando e já douradinho!

Prontos, crocantes e deliciosos!

28/09/2014

Pão básico: Vamos aprender e nos deliciar?

Caçarolla171
Muita gente acredita que fazer pão caseiro é difícil e dá muito trabalho. Mas na verdade é apenas um pouco demorado por causa do tempo de descanso para a massa crescer e, depois para abrir e rechear, se quiser.

E que delícia comer um pãozinho quentinho que acabou de sair do forno né?

Então vamos aprender a fazer um pão caseiro bem basicão? Esta aqui rende cerca de 35 pãezinhos do tamanho dos da foto.

Ingredientes

1 Kg de farinha de trigo + um copo tipo de requeijão
1 pacotinho de fermento biológico seco
300 ml (mais ou menos) de água morna  (morna nada de fervente, morna quer dizer que você enfia o dedo dentro e agüenta sem se queimar)
2 colheres de sopa de óleo ou 1 de óleo e 1 de azeite
1 colher de sobremesa rasa de açúcar
1 gema de ovo misturada à 1 colher de sobremesa de óleo
1 colher de chá de sal
2 colheres de ervas secas (salsinha, cebolinha, orégano, tomilho, etc.), se desejar

Preparo:

1-     Numa caneca ou tigela pequena adicione: O fermento seco, o açúcar, 1colher de sopa bem cheia de farinha de trigo. Acrescente água morna até cobrir + 2 dedos e mexa bem até todos os secos estarem bem diluídos. Tampe e reserve, por mais ou menos uns 5/10 minutos ou até que a mistura cresça até quase a borda da caneca/tigela.
Essa é a famosa esponja que muitos indicam fazer e outros não.
Obs.: Muitos padeiros de top não indicam usar água morna, preferindo a água fria mesmo, mas eu prefiro usar o método tradicional caseiro.
2-     Numa superfície lisa ou numa tigela grande despeje o restante da farinha e faça um buraco largo no meio.
3-     Nas bordas, sobre a farinha, salpique o sal, as revas secas (se desejar) e distribua os óleos.
4-     Quando a esponja estiver crescida, despeje-a no buraco da farinha e vá puxando das bordas para dentro mais farinha e misturando.
5-     Vá adicionando aos poucos a água morna aos poucos e misturando até a massa ficar consistente e elástica como massa de pastel mas ainda um pouco grudenta.
6-     Neste ponto, com aquela farinha do copo de requeijão, enfarinhe uma superfície lisa e deite a massa. Vá empurrando e socando a massa por cerca de 8 minutos ou mais (marque no relógio para não se perder). Isto é o que se chama “sovar a massa” e quanto mais sovar melhor. Será esse sovar que vai fazer o glúten se desenvolver, tornando a massa lisinha e cada vez mais maleável.
7-     Após sovar bem, formate a massa como uma bola, coloque em uma tigela grande e larga (ela deve ter espaço suficiente para a massa cobrir apenas metade, melhor 1/3, do espaço total dela. Sele a tigela com filme plástico e leve ao forno apagado para crescer, por cerca de 1h.
Obs.: Em dias quentes ela crescerá até antes de 1h e em dias frios talvez precise de mais um pouco.
8-     Enquanto a massa cresce, pegue tabuleiros/formas, besunte de óleo e enfarinhe. Reserve.
9-     Se quiser rechear, separe o recheio desejado, apenas preste atenção, pois eles devem ser secos sem muito caldo ou cremoso. Os pãezinhos da foto eu rechiei de salsichas, de carne de lingüiça fresca e fiz também sem recheio.
10- Após a massa crescer, enfarinhe uma superfície lisa e retire o filme plástico. Vá cortando pedaços do tamanho de sua mão em concha, ou seja, uma bola não muito grande (do tamanho de uma bola de tênis). Formate algumas bolinhas e vá colocando em um canto esfarinhado.
11- Pegue um rolo de macarrão (se não tiver, use uma garrafa bem limpinha), e vá abrindo a massa formando retângulos com as pontas ovaladas. A espessura deve ser de cerca de 2 centímetros ou menos de meio dedo indicador.
12- Se quiser rechear, coloque o recheio após um dedo de uma das pontas e enrole até a outra ponta. Aperte bem a última ponta contra a massa para ela grudar bem. Coloque na assadeira e vá repetindo a operação até a massa acabar. Se quiser fazer sem recheio, apenas enrole a massa aberta sem ele.
13- Dê um espaço de cerca de dois dedos, no mínimo de um pãozinho para outro.
14- Pegue uma faca afiada ou um estilete e dê cortes rápidos sobre cada pãozinho. Quando faço pãezinhos com vários sabores faço cortes diferentes para diferenciá-los depois de assados.
15- Leve os tabuleiros ao forno apagado novamente e deixe descansar por mais 30 minutos ou mais, até que eles cresçam mais um pouco.
16- Retire os tabuleiros do forno, ligue-o em temperatura alta e deixe pré aquecer.
17- Pincele a mistura de ovo e óleo sobre cada pãozinho.
TRUQUE: antes de ligar o forno, coloque um recipiente de alumínio ou inox pequeno com água sobre a chapa do forno, isso resultará em vapor e ajudará a criar uma casquinha mais crocante e dourada nos pãezinhos.
18- Ajuste o forno para cerca de 220°C (um pouco mais ou um pouco menos não vai matar ninguém).
19- Leve os tabuleiros ao forno por cerca de 30/40 minutos ou até que os pãezinhos estejam dourados. Atenção!! O tempo para assar varia de forno para forno, então lá pelos 20 minutos dê uma olhada e vá controlando.
20- Se os tabuleiros não couberem todos de uma vez, a cada fornada vá colocando até o último, mas observe a tigela, se estiver com pouca água, acrescente mais.

DICA:
Se não for consumir todos de uma vez, asse alguns mais clarinhos, deixe esfriar e congele. Para usá-lo novamente, retire do freezer, coloque em um travessa e leve novamente ao forno a 180°C, por mais uns 10 minutinhos. Já pensou? Ter pão caseiro todo dia pro café da manhã ou pro lanche?


Veja abaixo que gostosuras!!!

Temos aí: recheados de salsichas, recheados de linguiças e sem recheio em dois formatos: compridinhos e redondinhos!

Os redondinhos apenas abri a massa, enrolei e depois enrolei de novo em forma de caracol!