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29/06/2016

Com fazer angú sem encaroçar/empelotar?

Caçarolla171

Primeiro vamos esclarecer: Angú não é Polenta. Mas podemos dizer que são primas.

As semelhanças são bem básicas:

1-    As duas são feitas com derivado do milho. Mas são derivados diferentes.
2-    As duas podem ser feitas agregando água apenas. Mas a polenta tem outros agregados que o Angú não tem.
3-    As duas exigem mexer constantemente e vigorosamente.
4-    As duas, se você não dominar a técnica, podem empelotar/encaroçar e virar um creme cheio de pelotas duras.
5-    As duas são altamente nutritivas e vieram da necessidade do ser humano de se alimentar com o que tinham de mais barato e disponível.

Pára por aí!

As diferenças são variadas, mas vou elencar algumas básicas:
1-    A Polenta é feita com sêmola de milho, uma farinha de milho mais grossa (que pode ser amarela ou branca) e o Angú é feito com fubá, uma farinha de milho bem fininha.
2-    A polenta monta de antes dos tempos dos Romanos e era feita de aveia ou trigo e, somente com o descobrimento das Américas, o milho foi conhecido e absorvido pela culinária do norte da Itália principalmente. O Angú é africano, veio prá nós pelas mãos dos escravos (dizem que angolanos) e desde seu início era feito de fubá mesmo.
3-    O Angú tradicional e mineiro é feito apenas com água, sem nenhuma adição de nada, nem mesmo sal. Angús menos radicais aceitam uma pitadinha de sal e uma colherada de algum óleo e é o que eu vou ensinar. A Polenta leva sim sal (e se doce açúcar) e não raro é feita com leite, manteigas, natas, especiarias e até ervas.
4-    A Polenta serve de base para um cem número de coberturas e recheios. O Angú é servido como acompanhamento, purinho mesmo. Mas temos licença para recheá-lo ou cobrí-lo com molhos e carnes variadas.
5-    A polenta é servida durinha e tem até uma técnica para desenformá-la e cortá-la a fio. Normalmente as sobras, ou mesmo depois de cortá-la toda, podem ser grelhadas, fritas e levada à forno para gratinar. O Angú é servido molinho e quando endurece costuma-se cortá-lo e fritá-lo, amassá-lo e refogá-lo em alho e óleo, grelhá-lo ou comê-lo frio mesmo mergulhando num cafezinho bem quente.

Esclarecidas as semelhanças e diferenças, vamos fazer?

A porção que estou ensinando é para apenas 2 pessoas, se você quiser fazer mais, vai dobrando e tá tudo certo, ok?

Você vai precisar:

½ xícara de chá de fubá
3 a 4 xícaras de água fria
1 colher de café rasa de sal
1 colher de sopa rasa de óleo de soja, gordura, azeite ou mesmo manteiga (faço com óleo mesmo pois é mais neutro, as outras gorduras vão conferir sabores diferentes)

Preparo:

1-    Numa panela larga/funda, com uma colher de pau ou silicone e fora do fogo, misture bem o fubá, o sal, o óleo e 1 xícara de chá de água.
2-    Leve uma leiteira ou chaleira ao fogo alto com a segunda e a terceira xícaras de chá de água e deixe ferver. Quando ferver, abaixe o fogo e mantenha-a quentinha.
3-    A quarta xícara de água deixe fria e reservada ao lado do fogão, próxima da panela.
4-    Leve a panela ao fogo alto e mexa sem parar, até que a mistura se torne um creme muito espesso, meio duro mesmo. Não pare de mexer até ela ganhar essa consistência, pois essa é a hora dela empelotar, mexer vai evitar o desastre.
5-    Ainda com o fogo alto, vá adicionando aos poucos a água fria e mexendo para que ela se misture completamente ao creme e vá tornando-o mais fino.
6-    Ao terminar com a água fria, abaixe o fogo.
7-    Verifique se o creme ainda está espesso, mas mais líquido. LEMBRE-SE: O angú na panela deve ficar mais fino, pois, depois que sai dela tende a endurecer um pouco, mesmo ainda quente. Caso queira que ele fique mais fino acrescente um pouco da água quente.
8-    Agora é paciência. Marque 30 minutos e, de 10 em 10, abra a panela e mexa, sempre verificando a consistência e acrescentando um pouco da água quente da leiteira/chaleira. Quanto mais líquida mais mole ficará seu angú. Mais grosso ficará mais duro.
9-    Ao final dos 30 minutos eu costumo colocar o fogo o mais baixo possível, girando o botão do fogo como se fosse apagar e deixo mais 30 minutos, mexendo de 15 em 15, ou deixo ele lá quietinho até a hora de servir. Sempre verificando a consistência e acrescentando mais água, caso necessário. Mas você pode apenas marcar mais 15/20 minutos, mexer na metade do tempo e servir imediatamente após esse tempo.
OBS.: A água na leiteira/chaleira é para você ir controlando a consistência do Angú. Não necessariamente deverá ser toda utilizada.
                                                                                                                 
Minha avó dizia e minha mãe continua dizendo que:

 “O bom Angú é aquele que primeiro vai para o fogão e o último a sair.” Ou seja, elas botavam o Angú no fogo e então iam preparar o arroz, os legumes a carne e nesse tempo todo o Angú ficava lá e saía cozidinho, cremoso, delicioso.  Isto porque quanto mais tempo de cozimento melhor ele fica e se cozinhar pouco, fica sem gosto e racha ao meio, um sinal que está mal cozido!

Sabedoria maravilhosa!


Veja na foto que coisinha mais linda e deliciosa, enfeitada com raminhos de alecrim. Nem precisa de mais nada né? Mas com a nossa receitinha de Bertalha com Ovos, clique aqui, fica Show!

Já deu uma endurecidinha por fora, mas ao mergulhar a colher vai estar cremosinho por dentro! 

28/06/2016

Bertalha que te quero com angú

Caçarolla171
Coisa mais linda essas bertalhas da foto que tive o prazer de colher diretamente de nossa hortinha em vasos!

Imediatamente veio à minha mente a opção mais clássica: Bertalha com Ovos.

Receitinha fácil, nutritiva, cheia de ferro, vitaminas a, b e c, cálcio, fósforo e muito mais. Prá arrematar: ovos cheios de proteínas,  2 claras (que sobraram de outra preparação) e 1 ovo inteiro.

Mas só bertalha com ovos não bastava. Ela tem que vir com nosso fabuloso Angú, que não é polenta, mas vamos dizer que são primas próximas, tanto pelo ingrediente original (milho) quanto como a forma de fazer, que exige muita paciência e força na munheca.

E então resolvi dividir com vocês esta receitinha rápida da bertalha, prá depois fazer uma publicação somente para o nosso Angú.

Não vai demorar, nesta semana mesmo o angú vai tá pronto no blog, tá?

Então a gente precisa:

1 maço grande de bertalhas (não se assuste com a quantidade “in natura” elas murcham muito)
1 dente médio de alho socado com uma colher de café rasa de sal
1 colher de sopa de óleo de soja
2 ovos grandes inteiros ou o equivalente em claras (3 ou 4 claras)
Sal e pimenta do reino a gosto

Preparo:

- Leve uma leiteira/chaleira ao fogo alto com 1 litro de água e deixe ferver.

- Desfolhe as hastes de bertalha, descarte os talos e deite as folhas numa tigela grande e funda, lavando com bastante agua corrente e, depois, cubra as folhas com água e reserve.

- Quando a água estiver quase fervendo, escorra as folhas e deite-as novamente na tigela.

- Após a água ferver, despeje-a sobre as folhas e, com o auxílio de um garfo ou colher, misture para que todas ou a maioria fiquem mergulhadas nessa água por cerca de 5 minutinhos.

- Escorra bem as folhas murchas, passe para uma tábua, junte-as bem e, com o auxílio de uma faca corte grosseiramente, reserve.

- Leve uma frigideira larga ao fogo alto, deixe aquecer por 1 minutinho e deite o óleo.

- Em seguida acrescente a pastinha de alho e sal, mexa para separar bem e quando começar a dourar nas beiradas junte a bertalha e mexa vigorosamente para separar e misturar bem o tempero de alho e sal.

- Abra os ovos um a um numa tigela e acrescente à bertalha. Se o fogo for muito alto/forte está na hora de baixar ou colocar no médio.

- Misture bem para que os ovos se despedacem e juntem com cada pedacinho de bertalha até que fiquem firmes como um ovo mexido duro

 - Prove e acerte o sal, se necessário. Apague o fogo

- Salpique pimenta do reino a gosto.

Você pode agregar ervinhas tipo salsinha, manjericão, cebolinha, bem picadinhas, logo depois que apagar o fogo. Mas a minha foi mesmo assim: Sem ervinhas, simplesinha, com um anguzinho bem molinho por baixo.


Olha que fofura que ficou, a foto dela na versão mini porção para eventos? 

Nham nham!

Colheita bacana! Orgânica mesmoooo!!!

01/11/2015

Pão com farinha integral e aveia

Caçarolla171
Sou apaixonada por pães! Acho tão genial quanto massas. Isto porque com pouquíssimos ingredientes você faz maravilhas. A massa é tão somente farinha e ovos. Ponto.  A partir daí dê asas a sua imaginação! Pão é farinha, água e fermento biológico. Ponto. A partir daí é ao infinito e além.

Nesse sentido resolvi  fazer um pão e, a partir dos princípios básicos, viajei até o infinito. No meio do processo descobri  que não tinha colocado sal e, depois da primeira fermentação, salpiquei flor de sal, mas você pode substituir por sal grosso.

Ficou uma delícia!

Então você vai precisar de:

100 g de farinha de trigo integral
100 g de aveia em flocos mais uma colher de sopa para finalizar
300 g de farinha de trigo especial (a normal mesmo) e mais 2 colheres de sopa
1 ½ xicara de água
Pouco menos que um pacotinho de fermento biológico seco ou 2 tabletes de 10g do fresco
1 colher de chá de açúcar
1 colher de chá de flor de sal ou sal grosso ligeiramente moído
1 colher de sopa bem cheia de margarina culinária (aquela em tabletes) ou manteiga derretidas, ou ainda 2 colheres de sopa de óleo ou de azeite
1 ovo pequeno ou apenas as claras de 1 ovo grande
Margarina, manteiga, óleo ou azeite para untar

Preparo:

- Numa tigela larga e funda, despeje as farinhas, misture-as bem, e abra um furo no meio feito um buraco de vulcão.

- Numa leiteira, leve a água ao fogo para aquecer, mas não ferver. A temperatura ideal é quando você põe o dedo até o fundo da água e, apesar de quente, você consegue aguentar. É tipo 60/70ºC.

- Numa tigelinha pequena deite ½ xícara da água quente, o fermento, o açúcar e 1 colher de chá bem cheia de farinha especial. Mexa bem, cubra com um tampa e deixe descansar até virar uma espécie de esponja. Esta é uma boa forma de ativar o fermento e, ao mesmo tempo saber se ele está bom ou não. Se ele não formar a esponja, significa que não está bom e você não vai estragar todos os demais ingredientes.

- Enquanto a esponja se desenvolve, acrescente o ovo e a manteiga no buraco das farinhas.

- Quando a esponja estiver pronta junte-a ao buraco das farinhas e vá misturando delicadamente as bordas com os líquidos do meio.

- Aos poucos vai acrescentando o restante da água quente e misturando com as mãos. O ponto da massa é meio firme, mas meio melequento e tudo depende das umidades para você chegar lá. Misture e amasse bem a meleca, acerte a massa na tigela e cubra com um pano limpo e úmido.

- Leve a tigela coberta ao forno desligado e marque 1 hora.

- Após o tempo, retire a massa do forno, ela terá crescido. Salpique o sal sobre a massa e amasse de novo e bem.

- Numa forma do tipo pão de forma (mas se você não tem, pode ser uma forma de furo de bolo também) untada e esfarinhada, deite a massa, arrumando-a com uma colher besuntada com manteiga, margarina, óleo ou azeite (eu usei óleo mesmo) deixando-a uniforme.

- Salpique a colher de sopa de aveia em flocos sobre a massa, cubra com o pano úmido novamente e leve ao forno pagado por mais uns 30 minutos.

- IMPORTANTE: a massa deve ficar 2/3 abaixo da borda da forma. Se a forma for pequena, faça em duas formas.

- Após o tempo, retire a forma do forno e ligue-o, aquecendo por cerca de 5 minutos a 200/220ºC.
Viu como não fica douradão? Mas fica uma delícia!!! 


- Leve a forma ao forno e deixe assar por cerca de 20/30 minutos ou até a superfície ficar ligeiramente dourada. OBS.: Esse pão não fica douradinho não, mas a casquinha ainda fica com alguma cor.

- Retire do forno, desenforme e sirva quentinho ou mesmo frio.

Para acompanhar tudo é permitido: Manteiga, requeijão cremoso ou de corte, maionese, patês, geleias, fazendo sanduiches de hambúrgueres, queijo e presunto, omeletes, frango, camarões, ihhhh tem é coisa prá colocar sobre e dentro dele!!


Nós comemos com manteiga, requeijão e geleia e um chazinho gostoso demais!

Ligeiramente douradinho! Casquinha crocante e interior macio!
A massa é liguenta e para ajeitar na forma use algum óleo (azeite, margarina, manteiga, óleo de soja, etc)

Fiz minha massa em 2 formas, pois ela dee ficar 2/3 abaixo da borda!


28/09/2014

Pão básico: Vamos aprender e nos deliciar?

Caçarolla171
Muita gente acredita que fazer pão caseiro é difícil e dá muito trabalho. Mas na verdade é apenas um pouco demorado por causa do tempo de descanso para a massa crescer e, depois para abrir e rechear, se quiser.

E que delícia comer um pãozinho quentinho que acabou de sair do forno né?

Então vamos aprender a fazer um pão caseiro bem basicão? Esta aqui rende cerca de 35 pãezinhos do tamanho dos da foto.

Ingredientes

1 Kg de farinha de trigo + um copo tipo de requeijão
1 pacotinho de fermento biológico seco
300 ml (mais ou menos) de água morna  (morna nada de fervente, morna quer dizer que você enfia o dedo dentro e agüenta sem se queimar)
2 colheres de sopa de óleo ou 1 de óleo e 1 de azeite
1 colher de sobremesa rasa de açúcar
1 gema de ovo misturada à 1 colher de sobremesa de óleo
1 colher de chá de sal
2 colheres de ervas secas (salsinha, cebolinha, orégano, tomilho, etc.), se desejar

Preparo:

1-     Numa caneca ou tigela pequena adicione: O fermento seco, o açúcar, 1colher de sopa bem cheia de farinha de trigo. Acrescente água morna até cobrir + 2 dedos e mexa bem até todos os secos estarem bem diluídos. Tampe e reserve, por mais ou menos uns 5/10 minutos ou até que a mistura cresça até quase a borda da caneca/tigela.
Essa é a famosa esponja que muitos indicam fazer e outros não.
Obs.: Muitos padeiros de top não indicam usar água morna, preferindo a água fria mesmo, mas eu prefiro usar o método tradicional caseiro.
2-     Numa superfície lisa ou numa tigela grande despeje o restante da farinha e faça um buraco largo no meio.
3-     Nas bordas, sobre a farinha, salpique o sal, as revas secas (se desejar) e distribua os óleos.
4-     Quando a esponja estiver crescida, despeje-a no buraco da farinha e vá puxando das bordas para dentro mais farinha e misturando.
5-     Vá adicionando aos poucos a água morna aos poucos e misturando até a massa ficar consistente e elástica como massa de pastel mas ainda um pouco grudenta.
6-     Neste ponto, com aquela farinha do copo de requeijão, enfarinhe uma superfície lisa e deite a massa. Vá empurrando e socando a massa por cerca de 8 minutos ou mais (marque no relógio para não se perder). Isto é o que se chama “sovar a massa” e quanto mais sovar melhor. Será esse sovar que vai fazer o glúten se desenvolver, tornando a massa lisinha e cada vez mais maleável.
7-     Após sovar bem, formate a massa como uma bola, coloque em uma tigela grande e larga (ela deve ter espaço suficiente para a massa cobrir apenas metade, melhor 1/3, do espaço total dela. Sele a tigela com filme plástico e leve ao forno apagado para crescer, por cerca de 1h.
Obs.: Em dias quentes ela crescerá até antes de 1h e em dias frios talvez precise de mais um pouco.
8-     Enquanto a massa cresce, pegue tabuleiros/formas, besunte de óleo e enfarinhe. Reserve.
9-     Se quiser rechear, separe o recheio desejado, apenas preste atenção, pois eles devem ser secos sem muito caldo ou cremoso. Os pãezinhos da foto eu rechiei de salsichas, de carne de lingüiça fresca e fiz também sem recheio.
10- Após a massa crescer, enfarinhe uma superfície lisa e retire o filme plástico. Vá cortando pedaços do tamanho de sua mão em concha, ou seja, uma bola não muito grande (do tamanho de uma bola de tênis). Formate algumas bolinhas e vá colocando em um canto esfarinhado.
11- Pegue um rolo de macarrão (se não tiver, use uma garrafa bem limpinha), e vá abrindo a massa formando retângulos com as pontas ovaladas. A espessura deve ser de cerca de 2 centímetros ou menos de meio dedo indicador.
12- Se quiser rechear, coloque o recheio após um dedo de uma das pontas e enrole até a outra ponta. Aperte bem a última ponta contra a massa para ela grudar bem. Coloque na assadeira e vá repetindo a operação até a massa acabar. Se quiser fazer sem recheio, apenas enrole a massa aberta sem ele.
13- Dê um espaço de cerca de dois dedos, no mínimo de um pãozinho para outro.
14- Pegue uma faca afiada ou um estilete e dê cortes rápidos sobre cada pãozinho. Quando faço pãezinhos com vários sabores faço cortes diferentes para diferenciá-los depois de assados.
15- Leve os tabuleiros ao forno apagado novamente e deixe descansar por mais 30 minutos ou mais, até que eles cresçam mais um pouco.
16- Retire os tabuleiros do forno, ligue-o em temperatura alta e deixe pré aquecer.
17- Pincele a mistura de ovo e óleo sobre cada pãozinho.
TRUQUE: antes de ligar o forno, coloque um recipiente de alumínio ou inox pequeno com água sobre a chapa do forno, isso resultará em vapor e ajudará a criar uma casquinha mais crocante e dourada nos pãezinhos.
18- Ajuste o forno para cerca de 220°C (um pouco mais ou um pouco menos não vai matar ninguém).
19- Leve os tabuleiros ao forno por cerca de 30/40 minutos ou até que os pãezinhos estejam dourados. Atenção!! O tempo para assar varia de forno para forno, então lá pelos 20 minutos dê uma olhada e vá controlando.
20- Se os tabuleiros não couberem todos de uma vez, a cada fornada vá colocando até o último, mas observe a tigela, se estiver com pouca água, acrescente mais.

DICA:
Se não for consumir todos de uma vez, asse alguns mais clarinhos, deixe esfriar e congele. Para usá-lo novamente, retire do freezer, coloque em um travessa e leve novamente ao forno a 180°C, por mais uns 10 minutinhos. Já pensou? Ter pão caseiro todo dia pro café da manhã ou pro lanche?


Veja abaixo que gostosuras!!!

Temos aí: recheados de salsichas, recheados de linguiças e sem recheio em dois formatos: compridinhos e redondinhos!

Os redondinhos apenas abri a massa, enrolei e depois enrolei de novo em forma de caracol!

09/09/2014

Salmonetes = Trilhas ao forno

Caçarolla171
Ao longo do tempo, venho conhecendo algumas receitas com um aclamado peixe chamado salmonete. O nome nos remete imediatamente à filhote de salmão, né? Mas não é e o mais surpreendente é que na Europa ele é caro, cerca de 24 Euros o quilo (mais de 82 reais).

Aqui recebe o nome de trilha, não é valorizado como lá, e é quase preço de sardinhas. Quem já comeu trilha frita sempre diz que ela lembra um pouco o gosto do camarão e é uma delicia.

Mas um dia resolvi fazer bonito e preparar filé de salmonete/trilha e levar ao forno, apenas com sal, pimenta do reino, umas gotinhas de limão e manteiga. Ficou delicioso e o prato servido com creme de espinafre, arroz com salsinha e uma maionese caseira sobre os filés, ficou bonito e delicioso!

Então resolvi mostrar o passo a passo aqui procês. Tirar os filés dá um trabalhinho, mas você pode pedir ao seu peixeiro para fazer isso. Ele vai estranhar, pois o peixe é muito pequeno, mas dê uma gorjetinha e um sorriso que ele faz. Se ele se recusar peça apenas que retire as vísceras e as escamas e tire você mesmo os filés em casa.

Para fazer os filés você mesmo, veja o passo a passo nas fotos abaixo!

Não esqueça de lavar bem os peixinhos antes de manuseá-los!

Depois de fazer os filés vamos aos temperinhos:

Para cerca de 12 filés (ou 6 peixinhos):

Sal e pimenta do reino a gosto
Gotinhas de limão
1 colher de sopa de manteiga em temperatura ambiente

Preparo:

Acenda o forno à 180/220°C e deixe pré aquecer enquanto você prepara os filés.

Pegue um pouquinho da manteiga e unte ligeiramente uma forma antiaderente ou refratária.

Pegue cada filé e salpique sal e pimenta do reino a gosto (cuidado, ponha bem pouquinho).

Besunte cada filé com um pouco da manteiga, deite cada um na forma com a pele para baixo e esprema uma ou duas gotas de limão sobre cada um.

Leve ao forno por cerca de 10 minutos, sendo 7 minutos com a pele para baixo e depois mais 3 com a pele para cima. Verifique se a carne deu uma ligeira dourada (conforme na foto), caso contrário, deixe mais alguns minutos.

Retire do forno e sirva imediatamente, de preferência com aquele molho de maionese que a gente ensina aqui, ou com uma maionese caseira que vamos ensinar já, já!


Se você conseguir que seu peixeiro faça os filés, este prato vai ficar pronto em menos de 20 minutos!

Servido assim, não há quem resista!!
Olha os filés assadinhos e douradinhos!!! Abaixo o passo a passo!
Limpinho retire a cabeça. Você pode usá-las, bem como as carcaças, para fazer um caldo e cozinhar o arroz com ele
Agora um pequeno corte para separar o rabo do corpo. Mas não é para retirar ele. Veja na próxima foto.
Comece então a tirar o começando da parte mais larga para a fina. Olha ali o cortezinho do rabo, entendeu? 
Olhe esse ângulo com o filé quase retirado!
Pronto! Primeira fase ok!
Agora vire o peixinho e retite essa parte!
Olha as nadadeiras dorsais retiradas!
Faça o mesmo corte que a gente ensinou lá em cima!
Retire o outro filé com a carne para baixo apoiando sua mão livre sobre a parte sem a carne (sobre a carcaça)
Prontinho: Filés preparados, cabeça e carcaça separadas para fazer um bom caldo!

27/08/2014

Aproveite o que parece fadado ao lixo!!!

Caçarolla171
O desperdício é o maior vilão da história da humanidade. Às vezes, jogamos fora sem nem perceber, apenas não pensamos antes ou não temos idéias para aproveitar e tornar delicioso, aquilo que parece ser apenas algo sem condições de uso.

Assim, vez por outra a gente procura dar idéias simples e práticas para você aproveitar coisas aparentemente inaproveitáveis! Lembre-se: Você trabalha muito para jogar seu dinheiro no lixo!

1-     Pão velho – Comum em 10 entre 10 lares, pois sempre sobra um ou um pedaço de pão, todos os dias. E aquelas cascas iniciais e finais do pão de forma? Essas vão pro lixo sem o menor remorso. A gente até tenta fazer alguma coisa e vai juntando durante a semana até que: ou eles mofam, ou endurecem demais, ou simplesmente ocupam espaço demais. Então guarde os pães franceses em local seco e arejado até a hora de você reaproveitar e as cascas de pão de forma na geladeira.

Algo bem simples de fazer são torradas com ervas:é só cortar os restos de pães franceses em rodelas grossas e as cascas de pães de forma em quatro, distribuir em assadeiras, deitar um fio de azeite em cada fatia, espalhar pitadinhas de sal e pitadinhas de alguma erva seca. Na foto abaixo usamos orégano, mas poderia ser tomilho, salsa, cebolinha, manjericão, alecrim, enfim qualquer erva. Indicamos a seca, apenas porque elas são mais fáceis da gente ter na despensa do que a fresca na geladeira. Mas se tiver fresca, basta picar bem picadinho e espalhar.

Enquanto você faz a operação acima, ligue o forno em temperatura média (180/220°C) e deixe pré-aquecer.

Leve as assadeiras ao forno e deixe por cerca de 10/15 minutos ou até que elas comecem a dourar.

Retire do forno, aguarde esfriar, coloque em vidros grandes, fecha bem e use no café da manhã, ou no lanche da tarde, ou de noite quando bater aquela fominha. Se ainda assim, sobrar torradas (o que duvido), bata-as no liquidificador ou processador e transforme numa farinha de rosca temperadinha. Coloque em um vidro bem fechado e ,quando for fazer qualquer empanado, use-a.

2-     Arroz Idoso – Outro campeão do lixo. O motivo vai desde “eu não como arroz dormido” até sobrou muito e já está na geladeira há uns 3 dias, tá bom mas tá muito “idoso”!

Um truque legal é colocar o arroz cozido numa tigela, cortar ervas frescas diversas bem cortadinhas, misturar no arroz e acrescentar um pouco de azeite ou manteiga e salpicar um pouquinho de água. Mexer bem, colocar numa assadeira, cobrir com papel alumínio e levar por uns 10/15 minutinhos ao forno pré-aquecido a 180/220°C. Pronto! Seu arroz com ervas está novinho, diferente e delicioso. Outras variações? Ralar cenoura ou abobrinha no ralo grosso, acrescentar milho verde, ervilhas e um cem número de coisas que agregarão nutrição e sabor ao arroz idoso, o fazendo ter um desempenho de garoto de 18 anos! O da foto abaixo está com salsinha e manjericão e acompanhou muito bem o contrafilé acebolado com fritas.

As sobras de pão salpicadinhas de orégano, azeite e sal!!! Agora é fornooo!!

Olha o arroz novinho em folha e super especial!!



13/08/2014

Torresmo: O Segredo!!

Caçarolla171
Minha mãe sempre foi eximia preparadora de torresmo pururuca. Mesmo observando-a durante anos e anos, nunca consegui fazer aquele torresminho crocante e delicioso.

Mas nunca desisti. E li, e vi vídeos, e pedi minha mãe pra me mostrar passo a passo, e tentei, tentei, tentei, até que consegui.

Temos várias formas de fazer torresmo bacana. A última dica que consegui foi de um cozinheiro craque em fazer torresmos para um batalhão. Literalmente um batalhão, pois foi cozinheiro da marinha!!!

Ele disse que eu devia dar uma primeira fritura até a pele ficar transparente, semi frita. Retirar e mergulhar numa mistura de vinagre e água. E eu perguntei: Mas na vai ficar com gosto de vinagre? Ele afirmou, categoricamente, que não.

Mas eu ainda não testei essa não.

Descobrir que o MEU segredo do torresmo é CONFITAR, antes de fritar.

O que deu certo para mim foi o seguinte:

Seja qual for a quantidade (aqui vou considerar pouco, tipo um quilo), o toucinho com a pele deve ter pouca gordura e, se possível, a pele deve ser a mais macia. Sabe aquela da papada do porco? Então ela é bem legal. Mas se não conseguir, a normal também vai dar certo. Se vier com muita gordura, corte (mas deixe um pouquinho de gordura grudada na pele) separando a gordura pura.

Tempero: Você pode temperar apenas com sal e pimenta do reino, ou acrescentar alho tb. Apenas use bem pouco sal, pois a fritura vai reduzir o tamanho da pele/torresmo. Faça um temperinho meio insosso!

Acrescente ao tempero um pouquinho de cachaça ou qualquer destilado forte (rum, conhaque, pisco, tequila), para cada quilo eu costumo colocar umas 2 colheres de sopa e misture bem.

Agora pegue uma panela larga e funda, acrescente um pouco de óleo (apenas para besuntar o fundo) e deixe aquecer bem. Mantenha o fogo alto.

Vá colocando a pele e a gordura da seguinte forma:

Primeiro coloque a gordura pura, tentado fazer com que ela cubra todo o fundo da panela, sem ficar nenhuma fora do contato com o fundo da panela. Deixe por cerca de 1 minuto e mexa para que o outro lado da gordura toque o fundo da panela. Aguarde mais 1 minuto e mexa novamente. Mais 1 minuto e afaste a gordura para um canto da panela e comece a colocar a pele com aquele lado da gordura para baixo. Se faltar espaço, passe a gordura para cima dos pedaços com pele que você já deitou do outro lado da panela e use o lado em que estava a gordura pura para colocar o restante. Aguarde mais 1 minuto. Mexa e deixe mais 1 minuto.

Na tigela que você temperou o torresmo, fico um resíduo de tempero. Acrescente um pouquinho de água (umas 2 colheres de sopa) e jogue essa água sobre as peles e gorduras da panela. Deixe levantar fervura.

Agora abaixe o fogo o mais que puder, tampe a panela (deixe uma pontinha meio sem a tampa) e deixe “cozinhar” (confitar – cozinhar em gordura a baixa temperatura), mexendo vez por outra. Quando as peles estiverem meio transparentes e, provavelmente, vão ficar meio grudadas uma nas outras, você pode:

1-     Apagar o fogo, retirar as peles e gorduras com uma escumadeira, escorrer e esperar esfriar.
2-     Depois, acender o fogo novamente, esperar a gordura aquecer bem, acrescentar as peles e gorduras frias. Coloque a tampa de volta (sempre deixando um cantinho sem tampar), pois a pele vai começar a estourar/pururucar e vai pular gordura quente pra todos os lados. Sempre que for mexer (você deve mexer vez por outra), abaixe o fogo e espere um pouco, para não receber um jato de gordura quente.

OU

3-     1- Apenas aumentar o fogo e mexer vez por outra para as peles soltarem uma das outras; Mas não esqueça!!!! Coloque a tampa de volta, pois a pele vai começar a estourar/pururucar e vai pular gordura quente pra todos os lados. Sempre que for mexer, abaixe o fogo e espere um pouco, para não receber um jato de gordura quente.

Aos poucos ele vai parar de estourar, mas fique atento, pois o torresmo deve ficar douradinho (amarelinho) e não torrado e escuro! Retire com a escumadeira, deixe escorrer subre papel toalha e sirva imediatamente com uma cervejinha bemmmmmmmmmmmmmmm gelada!

Vai lá tente, pode ser que de primeira você não consiga, mas tenho certeza que não vai durar anos para chegar no ponto.

Olha que delícia deliciosa!



03/03/2014

Molho de Pimenta Caseiro

Caçarolla171
APROVEITEEEEE!!!

Suas pimentas dedo de moça estão começando a murchar na geladeira e você já está pensando em jogar fora? Não faça isso! A DICA VALE PARA OUTRAS PIMENTAS TAMBÉM!

Lave-as bem e corte grosseiramente. Coloque num vidro, acrescente algum liquido acido tipo limão ou vinagre (Pro meu vidrinho usei somente meio limão!), uma colher de café de sal, um dente de alho pequeno cortado grosseiramente também. Complete o líquido com água filtrada e umas duas colheres de azeite!! Tampe bem (eu uso filme e depois rosqueio a tampa) e dê uma sacudidela. Deixe quieto de um dia para o outro num lugar fresquinho e depois coloque na geladeira.

Esse molhinho não vai ficar super ardido e servirá para você usar em várias preparações ou oferecer aos seus convidados que não gostam de molhos ardidíssmos!

O líquido do meu tá meio turvo porque acabei de sacudir, depois o azeite sobe e serve também como selante!




26/02/2014

Alcachofras Simples

Caçarolla171
Apenas cozidas em água e sal + molhinho de limão siciliano, sal, pimenta do reino e dedo de moça, ervas e bastante azeite extra virgem!



Primeiro cortamos todas as pontinhas das folhas!




Depois cozinhamos coberta com água salgada e em fogo médio por 40 minutos. O molhinho em emulsão instável (batido até virar um creme que se desfaz rapidamente) , proporção: 1 parte de suco de limão ou vinagre + 3 partes de azeite extravirgem + sal a gosto + pimenta do reino moída na hora a gosto + a ervinha que você quiser ou mais de uma bem picadinha! 




nham nham nham!